sexta-feira, 24 de junho de 2011

ASSASSINARAM O PORTUGUÊS!

Parece piada, mas é verdade! Assassinaram o português! Não, não estou me referindo ao seu Joaquim, dono da Panificadora, e sim à nossa “bela e sagrada língua portuguesa”.
Isso até poderia ser “explicado”, considerando que o nível escolar do Brasil, comparado aos países desenvolvidos e aos emergentes, é um dos mais baixos do mundo. Mas, de forma alguma, se justifica o fato de, em pleno Século XXI, assistirmos a apresentadores de telejornais das principais emissoras, políticos, profissionais liberais, empresários, artistas globais, e universais (leia-se Rede Record) e entrevistados, de modo geral, falando, por exemplo: ele não corre risco de vida, quando o indivíduo está quase morto, na UTI de um hospital.
Neste caso somos obrigados a concordar: o indivíduo em questão corre risco de morte!
Só que, na realidade, o dito apresentador está tentando passar a ideia de que o moribundo não corre risco de morte, ou seja, irá sobreviver!
E como se não bastasse, o gerúndio de qualquer palavra, na boca da maioria das pessoas não termina em “ndo” e sim em “no”, ou seja, é muito comum ver entrevistados, incluindo-se universitários, falando que ele estava “trabalhano” quando viu um menino “correno” e “suano” que, quando foi atravessar a rua, não estava “veno” o carro que “vinha vino” e “acabo” “morreno”...
Em outras circunstâncias, vê-se pessoas dizendo “questã” no lugar de questão. Daí vai uma indagação: será que essas pessoas lavam as “mãs” com “sabã” para comer “pã” com “mamã” e depois “vã” pegar o “blusã” e o “calçã” que foi comprado numa “promoçã”, “nã”, foi numa liquidaçã”, e que caiu no “chã”!!! Haja paciência!
Outro mau hábito: agora virou moda a supressão do “se”, isto é, em vez da pessoa perguntar, por exemplo: - Você está se sentido bem? Pergunta-se: “você está sentindo bem? Além disso, estão sempre começando fases com o pronome: “me empresta isso”; “me avise”, “me liga”, “me escute”, “me veja”, “se liga”, etc. Tudo errado! O correto é: ligue-me, avise-me, escute-me, ligue-se, etc.
Observamos também que tudo que, eventualmente, está por baixo ou depende de algo, não está mais “sob” e sim “sobre”. Muitas pessoas trocam o “sob” por “sobre”, quando querem dizer, por exemplo, que estavam “sob” pressão, dizem: - Eu estava “sobre” pressão! Pode?
Enfim, a situação está tão feia que, recentemente, o Ministério da Educação pagou pela edição e publicação 485.000 exemplares de um livro destinado a ensinar crianças do Ensino Fundamental, intitulado “Por uma vida melhor”, com a seguinte frase: “os livro ilustrado mais interessante estão emprestado”. E vai além: insinua que não existe forma certa ou errada de se escrever ou se falar. E ainda: afirma que corrigir quem fala ou escreve errado, está incorrendo em “constrangimento ou preconceito lingüístico”. Pelo andar da carruagem, se o PT ficar mais dois mandatos no poder, será crime inafiançável a professora corrigir o seu aluno, em sala de aula. Tudo porque o Lula não estudou e faz apologia da ignorância. Um verdadeiro absurdo!
Enquanto todos os demais países do mundo aumentam o grau de escolaridade, de educação, de ética do povo e dos políticos, aqui no Brasil está diminuindo a cada ano ou a cada mandato!

LUIZ RORATO

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